domingo, 20 de julho de 2014

Antelope Canyon

Antelope Canyon

Um lugar com nome de página, Page, é a referencia para encontrar a entrada a um mundo de cores e formas caprichosas.
Perto de Page, no estado de Arizona (USA), fica "Antelope Canyon", um lugar onde as cores parecem ter sido aprisionadas na areia, durante milênios, criando uma dimensão em que você entra por uma fenda ou desce até uma estreita trilha.
A luz do sol penetra por estreitas fissuras, colorindo os paredões de arenito que se alçam em sinuosas e caprichosas curvas esculpidas pela água ao longo do tempo.
Você deve pensar que escrevo poeticamente, talvez tenha razão, mas, acredite, estou poupando adjetivos superlativos que seriam plenamente aplicáveis. Veja a seguir uma foto sem nada de Photoshop nem edição de imagem:

Esse lugar do qual estamos falando, "Antelope Canyon", fica numa reserva indígena dos Navajos e na verdade são dois lugares: Upper Antelope Canyon (Antelope Canyon Superior), apelidado de "A fenda (The Crack)" e Lower Antelope Canyon (Antelope Canyon Inferior), que os Navajos chamam "Hazdistazí", o que literalmente seria "Arcos de pedra em espiral" e virou "Saca-rolhas" (Corkscrew).
Nas  imagens a seguir, apenas olhando as entradas de cada um deles, você provavelmente ia acertar qual é o "Superior" e qual o "Inferior", talvez seria mais difícil dizer qual é qual pelos nomes em Navajo, pois os dois poderiam ser "A Fenda", mas, digamos que a fenda esta em pé e o que parece ser uma greta no chão é o "Saca-rolhas", um apelido que faz sentido quando você começa a descer e descer escadas.

O mais fácil de andar é o superior ("A Fenda"), é um passeio sem nenhuma dificuldade, o outro também não é difícil, pois a única dificuldade seria descer e subir algumas poucas escadas.  Em ambos vai apreciar formas e cores que ficarão na sua memória como sendo algumas das mais belas cores e caprichosas formas da natureza que você já viu.

As cores mudam de tons em alaranjado para tons violetas dependendo da hora do dia.
A luz entra peneirada, em verdadeiros feixes de luz, que o guia acostuma tornar quase tangível jogando um pouco da fina poeira do chão, criando algumas vezes figuras, como nas fotos a seguir:




Existe uma limitação nesses lugares, que espero não desaponte ninguém, mas, para conseguir ver as imagens nesse colorido intenso é necessário usar a máquina fotográfica ou cell como tradutores, como interpretes dessa realidade. 
A olho nu as cores são interessantes, mas, ao ver a tela da máquina percebemos uma intensidade que a olho nu não captamos, por isso é necessário ir com uma máquina ou com um celular, que ficam ligados o tempo todo e assim como uma lanterna na escuridão ilumina o caminho, assim a telinha da máquina vai nos mostrando as cores em nuances realmente impressionantes. 
Claro que as fotos resultam maravilhosas e é um dos lugares preferidos para quem gosta de fotografia.
Outro detalhe que chama a atenção é uma plaquinha de bronze na entrada, com os nomes de onze turistas que faleceram afogados no "Antelope Canyon Inferior" em 12 de agosto de 1997 devido a uma tromba de água repentina. Isso levou a um aprimoramento do sistema de resgate e de alarme.

Foi um lugar para poucos, mas é cada vez mais procurado desde que foi aberto ao público em 1997, porem, mantém a característica da trilha estreita, por onde são conduzidos grupos pequenos que respeitam uma certa distância, permitindo a cada um captar a sensação de ter adentrado numa outra dimensão.

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