quarta-feira, 6 de abril de 2011

Descobrir o Gostar para Decidir

Sempre tive dificuldade para escolher entre várias opções. Quando era adolescente escrevia os prós e os contras que estavam envolvidos nas decisões da minha vida. 
Queria fazer decisões racionais, analisando as alternativas para escolher a que era melhor. Demorava dias e era muito penoso, além de lento, não me deixava seguro nas decisões. 

Meu sistema de decisão hoje, depois de ter enfrentado milhares de encruzilhadas decidindo o caminho a tomar, é muito mais fácil e acredito que muito eficiente. 
Descobri, ao longo do tempo, que tinha todas as respostas para tomar as decisões importantes da minha vida.
As respostas sempre estiveram codificadas numa linguagem muito especial. Na verdade chego a elas prestando atenção e decifrando algo que existe dentro de mim.
A linguagem em que foram escritas não é algo que "entenda", mais do que isso é um código que  leio por meio de sensações.

A palavra mais próxima para explicar isso é: "gostar".

O processo é como abrir caminho para a intuição, que é a "banda larga" da inteligência, deixo que o código interno se manifeste e faço a leitura "sentindo".
As respostas são simples, leves, sutis, porém claras. Desde que a razão não atrapalhe, que é o principal cuidado para não confundir um "gostar" com uma razão mascarada. Além de evitar as "razões" que a mente racional pode apresentar para argumentar e que constituem preconceitos e estereótipos que tentam funcionar sempre como freios.

Próximo do "gostar" esta um "anseio" que é um "querer fazer", uma vontade que reforça o caminho a seguir.

As decisões não ignoram os prós e os contras envolvidos, mas, uma vez que são decisões individuais, para decidir rumos na vida pessoal, seguem o próprio "software", a programação existencial, me levando aos lugares,situações e junto das pessoas com quem "quero" e "gosto" de estar. 

Funciona, resumidamente, assim: visualizo a questão, tento perceber o que gosto, sem forçar. Para visualizar mudo brevemente a maneira de pensar, aquietando o dialogo interno (pensar com palavras) e passo a pensar no "modo imagem". Para perceber aguardo sem buscar, deixo que venha. Quando chega não critico. Nem sempre é o caminho mais bonito, nem o que parece mais fácil, mas, é o que a programação pessoal esta indicando.

No inicio, a disciplina estabelece os hábitos necessários para que o rumo se mantenha na direção que as decisões apontaram. Essa disciplina recebe as forças do "gostar".

Seguindo essa maneira de decidir nunca me arrependi dos caminhos que tomei, geralmente morro acima, sempre respeitando os direitos dos outros, mas, cumprindo minha programação existencial.

A seguir coloco um vídeo que me lembra das minhas aulas de ballet.

Ele também gosta de Ballet?



Gente, pelo amor de Deus, espero que ninguém acredite que eu fiz aulas de ballet !

O que, obviamente, teria sido um "gosto" que para ser seguido ia enfrentar os argumentos racionais envolvendo fortes preconceitos e estereotipos, e com esse vídeo teria entendido tudo que eu perdi rsrs.

 Dan

2 comentários:

marindia disse...

Cheguei a acreditar nas aulas de ballet....rsrsrrs.
Gostei muito do q li,ótimo conteúdo e interessantíssimo o q fala sobre intuição. Abraço.Ma.

Lena disse...

Dan
Já tomei para mim as suas formas maravilhosas adotadas para uma tomada de decisões. No final, tem que se querer e tem que ser feliz com o que se escolheu.Bjkas com muito carinho. Adorei o texto!